Durante muito tempo minha
única e imediata reação diante de alguns fatos era exibir uma expressão de
incredulidade no rosto e, por fim, emitir um comentário ou outro sobre o quanto
tais fatos não faziam sentido. Hoje – e só hoje – vejo que o que de fato não
fazia sentido era a minha necessidade de ver sentido em tudo. A vida não
precisa ser exata, não precisa ter explicação nem tão pouco fazer sentido, só
precisa ser vivida! Às vezes são as escolhas malucas, mais absurdas e sem pé
nem cabeça, que nos proporcionam momentos memoráveis e por fim conduzem a
finais maravilhosos! É tudo uma questão de se permitir ser feliz. Permita-se!
Devaneios
de.va.nei.o [s.m.] 1. Ato ou efeito de devanear; 2. Produto ou capricho da imaginação, fantasia, ilusão, quimera, romancice; 3. Imaginação irrefreável, delírio, desatino, desvario; 4. Projeto irrealizável, sonho, utopia; 5. (psic) Sonho diurno.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Primeiro passo
Dedos sobre as teclas e inúmeros
pensamentos confusos fazendo guerra em solo que outrora foi fértil. Essa seria
a descrição ideal da cena que a luminária de mesa assistia todas as noites nos
últimos três ou quatro anos, mas algo está faltando, algo passou despercebido
aos olhos atentos da luminária testemunha. O ser dono dos dedos também possuía um
coração. Por vezes negligenciado, tímido e esquecido, mas estava lá... E batia!
Por
que hoje há guerra onde antes palavras flertavam alegremente umas com as
outras? Por que hoje é tão difícil colocar ordem ao caos e dizer tudo aquilo
que precisa ser dito? O dono dos dedos de hoje tem mais conhecimento, mais experiência,
mais maturidade. Não deveria ser mais fácil agora? Não, infelizmente não! Quanto
mais “certezas” o dono dos dedos consegue obter acerca da vida, mais incertezas
batem à sua porta buscando refúgio. O pior é que ele as aceita...
terça-feira, 8 de março de 2011
Explicação
Antes de ser acusado de plágio virtual, é bom dizer que o texto anterior foi pego emprestado de um outro blog, também de minha autoria (leram com atenção as últimas palavras?). O que ocorre é que parei de escrever blogs em 2006, mas de lá para cá, em vários momentos pensei em retomar essa atividade. Hoje finalmente essa ideia saiu do mundo das ideias e julguei que seria legal começar de onde havia parado, ou seja, republicar o último texto.
Bom, é isso... Os próximos textos com certeza serão inéditos. Se quiserem dar um pulinho no blog antigo é só clicar na expressão "outro blog", no parágrafo anterior. Será interessante para quem estiver curioso sobre o meu estilo de escrita, com a ressalva de que o que lá se encontra saiu da cabeça de um Rafael de 19 anos que hoje, no entanto, tem 24.
Momentos
O dia era chuvoso e o clima levemente frio. No ar o cheiro da terra molhada se misturava ao aroma do café que ele acabara de fazer. Como de costume, pegou uma xícara do café e caminhou em direção à rede que se encontrava pendurada em um canto da varanda. Tudo indicava que aquele seria um dia comum, mas algo lhe chamou a atenção antes que pudesse chegar à rede.
Era um casaco pendurado no encosto de uma das cadeiras. Um casaco fino, tipicamente feminino. Tomou-o pelas mãos e levou ao rosto como se quisesse sentir o perfume da pessoa que outrora o estava usando.
De imediato reconheceu o perfume. Percebeu também que seu coração naquele momento batia mais rápido e sua mente passeava por lembranças das quais ele desejava nunca esquecer.
Alguns minutos se passaram e ele continuou ali, abraçado àquele casaco como quem abraça a pessoa amada, até que uma ligação recebida interrompeu o momento mágico. O nome mostrado no identificador o fez sentir o frio com mais intensidade. Percebeu que não tinha escolha e atendeu ao telefone dizendo:
- Oi, meu amor...
Era um casaco pendurado no encosto de uma das cadeiras. Um casaco fino, tipicamente feminino. Tomou-o pelas mãos e levou ao rosto como se quisesse sentir o perfume da pessoa que outrora o estava usando.
De imediato reconheceu o perfume. Percebeu também que seu coração naquele momento batia mais rápido e sua mente passeava por lembranças das quais ele desejava nunca esquecer.
Alguns minutos se passaram e ele continuou ali, abraçado àquele casaco como quem abraça a pessoa amada, até que uma ligação recebida interrompeu o momento mágico. O nome mostrado no identificador o fez sentir o frio com mais intensidade. Percebeu que não tinha escolha e atendeu ao telefone dizendo:
- Oi, meu amor...
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