sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Permita-se!

     Durante muito tempo minha única e imediata reação diante de alguns fatos era exibir uma expressão de incredulidade no rosto e, por fim, emitir um comentário ou outro sobre o quanto tais fatos não faziam sentido. Hoje – e só hoje – vejo que o que de fato não fazia sentido era a minha necessidade de ver sentido em tudo. A vida não precisa ser exata, não precisa ter explicação nem tão pouco fazer sentido, só precisa ser vivida! Às vezes são as escolhas malucas, mais absurdas e sem pé nem cabeça, que nos proporcionam momentos memoráveis e por fim conduzem a finais maravilhosos! É tudo uma questão de se permitir ser feliz. Permita-se!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Primeiro passo

     Dedos sobre as teclas e inúmeros pensamentos confusos fazendo guerra em solo que outrora foi fértil. Essa seria a descrição ideal da cena que a luminária de mesa assistia todas as noites nos últimos três ou quatro anos, mas algo está faltando, algo passou despercebido aos olhos atentos da luminária testemunha. O ser dono dos dedos também possuía um coração. Por vezes negligenciado, tímido e esquecido, mas estava lá... E batia!
     Por que hoje há guerra onde antes palavras flertavam alegremente umas com as outras? Por que hoje é tão difícil colocar ordem ao caos e dizer tudo aquilo que precisa ser dito? O dono dos dedos de hoje tem mais conhecimento, mais experiência, mais maturidade. Não deveria ser mais fácil agora? Não, infelizmente não! Quanto mais “certezas” o dono dos dedos consegue obter acerca da vida, mais incertezas batem à sua porta buscando refúgio. O pior é que ele as aceita...

terça-feira, 8 de março de 2011

Explicação

     Antes de ser acusado de plágio virtual, é bom dizer que o texto anterior foi pego emprestado de um outro blog, também de minha autoria (leram com atenção as últimas palavras?). O que ocorre é que parei de escrever blogs em 2006, mas de lá para cá, em vários momentos pensei em retomar essa atividade. Hoje finalmente essa ideia saiu do mundo das ideias e julguei que seria legal começar de onde havia parado, ou seja, republicar o último texto.
     Bom, é isso... Os próximos textos com certeza serão inéditos. Se quiserem dar um pulinho no blog antigo é só clicar na expressão "outro blog", no parágrafo anterior. Será interessante para quem estiver curioso sobre o meu estilo de escrita, com a ressalva de que o que lá se encontra saiu da cabeça de um Rafael de 19 anos que hoje, no entanto, tem 24.

Momentos

     O dia era chuvoso e o clima levemente frio. No ar o cheiro da terra molhada se misturava ao aroma do café que ele acabara de fazer. Como de costume, pegou uma xícara do café e caminhou em direção à rede que se encontrava pendurada em um canto da varanda. Tudo indicava que aquele seria um dia comum, mas algo lhe chamou a atenção antes que pudesse chegar à rede.
     Era um casaco pendurado no encosto de uma das cadeiras. Um casaco fino, tipicamente feminino. Tomou-o pelas mãos e levou ao rosto como se quisesse sentir o perfume da pessoa que outrora o estava usando.
     De imediato reconheceu o perfume. Percebeu também que seu coração naquele momento batia mais rápido e sua mente passeava por lembranças das quais ele desejava nunca esquecer.
     Alguns minutos se passaram e ele continuou ali, abraçado àquele casaco como quem abraça a pessoa amada, até que uma ligação recebida interrompeu o momento mágico. O nome mostrado no identificador o fez sentir o frio com mais intensidade. Percebeu que não tinha escolha e atendeu ao telefone dizendo:
     - Oi, meu amor...