sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Primeiro passo

     Dedos sobre as teclas e inúmeros pensamentos confusos fazendo guerra em solo que outrora foi fértil. Essa seria a descrição ideal da cena que a luminária de mesa assistia todas as noites nos últimos três ou quatro anos, mas algo está faltando, algo passou despercebido aos olhos atentos da luminária testemunha. O ser dono dos dedos também possuía um coração. Por vezes negligenciado, tímido e esquecido, mas estava lá... E batia!
     Por que hoje há guerra onde antes palavras flertavam alegremente umas com as outras? Por que hoje é tão difícil colocar ordem ao caos e dizer tudo aquilo que precisa ser dito? O dono dos dedos de hoje tem mais conhecimento, mais experiência, mais maturidade. Não deveria ser mais fácil agora? Não, infelizmente não! Quanto mais “certezas” o dono dos dedos consegue obter acerca da vida, mais incertezas batem à sua porta buscando refúgio. O pior é que ele as aceita...